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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Professora, Mestre em Educação, Psicopedagoga, Especialista em Avaliação Educacional. Atualmente, ministra palestras sobre LEITURA E INTELIGÊNCIA, também escreve material de língua portuguesa EAD para o CCAA e para a EDUCOPÉDIA.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

“O Mundo de Sofia” ou “O Mundo de Mário”



Mário é colunista da Revista Dinâmica e filósofo do cotidiano. Ao meu comentário sobre sua vocação para a filosofia, Mário me responde em seu blog da REVISTA DINÂMICA e escreve: “Contei que eu buscava filósofos segundo Platão, pessoas que teriam condições de pensar e influenciar o mundo onde vivemos e viverem fiéis as suas perguntas.
Assim como Mário, o autor do livro best seller “O Mundo de Sofia”, Jostein Gaarder, busca justamente isso. Falar de filosofia de uma forma simples, de uma forma que todos os mortais possam entender e fazer filosofia também. A forma como conduz o romance filosófico tem o propósito de manter o leitor curioso, sob suspense do início ao fim. Esse propósito tem a ver com a questão da filosofia em si e que Gaarder expressa de forma muito feliz no trecho que transcrevo do livro:
“ Eu já disse que a capacidade de nos admirarmos com as coisas é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos? Se não, então digo agora: A ÚNICA COISA DE QUE PRECISAMOS PARA NOS TORNARMOS BONS FILÓSOFOS É A CAPACIDADE DE NOS ADMIRARMOS COM AS COISAS.
Todo mundo sabe que os bebês possuem essa capacidade. Depois de alguns meses na barriga da mãe, eles são empurrados para uma realidade completamente diferente. Mas depois, quando crescem, parece que esta capacidade vai desaparecendo. Como se explica isto? Será que Sofia Amundsen é capaz de responder a esta pergunta? (...)
Ao que tudo indica, ao longo da nossa infância nós perdemos a capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo. Mas com isto perdemos uma coisa essencial – algo de que os filósofos querem nos lembrar. Pois em algum lugar dentro de nós, alguma coisa nos diz que a vida é um grande enigma. E já experimentamos isto, muito antes de aprendermos a pensar.
Para ser mais preciso: embora as questões filosóficas digam respeito a todas as pessoas, nem todas se tornam filósofos. Por diferentes motivos, a maioria delas é tão absorvida pelo cotidiano que a admiração pela vida acaba sendo completamente reprimida. (Elas se alojam bem no fundo do pêlo do coelho, fazem um ninho bem confortável e ficam lá embaixo pelo resto de suas vidas.)
Para as crianças, o mundo – e tudo o que há nele – é uma coisa nova; algo que desperta a admiração. Nem todos os adultos vêem a coisa dessa forma. A maioria deles vivencia o mundo como uma coisa absolutamente normal.
E precisamente neste ponto é que os filósofos constituem uma louvável exceção. Um filósofo nunca é capaz de se habituar completamente com este mundo. Para ele ou para ela o mundo continua a ter algo de incompreensível, algo até de enigmático, de secreto. Os filósofos e as crianças têm, portanto, uma importante característica comum. Podemos dizer que um filósofo permanece a sua vida toda tão receptivo e sensível às coisas quanto um bebê.
Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. E porque se trata de um coelho muito grande, este truque leva bilhões de anos para acontecer. Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. Alguns deles não chegam a concluí-la, mas outros se agarram com força aos pêlos do coelho e berram para as pessoas que estão lá embaixo, no conforto da pelagem, enchendo a barriga de comida e bebida.”
É isso aí, Mário, mantenha-se sempre na ponta dos pelos do coelho.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

As madeixas de Martha Medeiros




Sou fã de carteirinha da Martha Medeiros e raramente não leio sua coluna aos domingos. Nesse domingo, ela falava justamente sobre isso, sobre sermos fãs incondicionais, mesmo desaprovando o comportamento de nosso ídolo. Ela, assim como eu, é fã de carteirinha da Amy Winehouse. Adooooro as músicas da Amy. Elas têm algo diferente das músicas que escutamos nas rádios diariamente.
Mas, não era de ídolos que pretendia falar. Na verdade, queria comentar a coluna da Martha de domingo passado quando ela escreveu sobre as madeixas das mulheres mais velhas, defendendo o uso dessas pelas balzaquianas e contrariando a máxima que ao envelhecer a mulher deve manter os cabelos mais curtos.
Outro dia, conversava justamente sobre isso com a minha irmã. Dizia à ela, que tem cabelos compridos, que achava ridículo mulher já cinquentona com cabelos longos... ao que ela, prontamente, discordou. Minha irmã tem cabelos compridos e já não é tão nova assim, embora tenha uma postura de menininha e corpinho de menininha. E aí, vem a Martha e escreve em defesa das longas madeixas. Foi inevitável uma reflexão.
Parei e lembrei-me de minha avó, que aos oitenta e tantos anos tinha o cabelo grisalho na altura da cintura. Lembro que ela, ao lavar os cabelos, pedia que alguém a ajudasse a penteá-los. Depois fazia uma longa trança que passava por cima da cabeça, como um arco, ou fazia um coque baixo com aqueles grampos enormes. Era linda. Por que era linda? Era linda porque o conjunto combinava. Não havia nada ali superficial. A estética era perfeita. Pele, corpo, rosto, cabelos em perfeita sintonia.
Hoje, tenho a impressão de que a estética muitas vezes é prejudicada.
Caminha uma mulher com corpo escultural num desses macacões de ginástica que cobrem todo o corpo e comprimem as gordurinhas daquelas não tão gordinhas, pelo calçadão. Cabelo escorrido, bem tratado, balançando pra lá e pra cá, andar firme. O garotão passa de bicicleta e, antes de arriscar um gracejo, resolve conferir, dando uma olhadela para trás, assim que passa pela gatinha. Gatinha????? Nooooossa!!!!!!! Ainda bem que não mexi com ela, pensa o rapaz, meio desequilibrado. A gatinha devia ter seus sessenta e tantos anos ...
Há pouco tempo a Suzana Vieira participou de uma novela usando cabelos loiros e longos escorridos. O que era aquilo? O cabelo era bonito, sem dúvida. Mas, mais falta de harmonia, impossível!!!!
Na verdade, aquilo que compromete, no meu ponto de vista, o uso do cabelo comprido nas mulheres mais velhas, não é bem o comprimento, e sim uma falta de uniformidade no conjunto. Falta sintonia. Corpo, rosto, roupas e cabelos devem estar em harmonia. Há sempre o argumento em prol de qualquer coisa que se faça sob o pretexto de que, se a pessoa se sente bem... isto é que importa. No entanto, bombardeados que somos pela mídia para que tenhamos uma aparência cada vez mais jovem e bela, receio que algumas pessoas, longe de se sentirem bem, cuidem de estar com a agenda em dia e aí, correndo atrás da juventude, se esquecem da beleza do conjunto, da estética, da harmonia. Conheço pessoas que já não são assim tão jovens e que são, por excelência, jovens em sua postura. Jovens na forma como lidam com o mundo. Geralmente, essas pessoas são harmoniosas. Não necessariamente elegantes ou em forma. Simplesmente harmoniosas. Harmoniosas e felizes. Possuem em seu íntimo um quê de segurança, de tranqüilidade, de harmonia que possibilita o envelhecer feliz.

CURSOS GRATUITOS CETEP

O Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante (Cetep) Mangueira abre a partir da próxima segunda-feira, 26 de janeiro, até sexta, dia 6 de fevereiro, inscrições para 7.483 vagas em 18 cursos gratuitos, sendo 11 na área de informática, 1 de matemática e 6 na de idiomas.

Nos dias 26, 27 e 28 os interessados podem se inscrever nos cursos de: informática I (Windows e Word/ 2.160 vagas), montagem e manutenção de microcomputadores (440) e montagem e configuração de micros (228).

Já nos dias 29 e 30 os cursos oferecidos são: informática II (Excel e PowerPoint/ 1.880 vagas), Access (210), redes e cabeamento (330), redes de computadores (270), criação de home page (300), computação gráfica (300), Visual Basic (120), web designer (60) e matemática (75).

Na semana de 2 à 6 de fevereiro estarão abertas as inscrições para os cursos de idiomas: língua portuguesa (275 vagas), produção de texto (175), revisão ortográfica (100), língua inglesa (primeiro módulo/ 375), língua espanhola (primeiro módulo/ 250) e conversação em língua espanhola (25).

http://www.faetec.rj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=490:cetep-mangueira-abre-inscricoes-para-7483-vagas-em-cursos-de-informatica-e-idiomas&catid=12:noticias&Itemid=20